terça-feira, 24 de março de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
Um anjo chamado Cori Gonzaga
l Por:Raquel Crusoé Loures de Macedo Meira
Ah ... o menino Cori !
Nunca verei outro tão lindo e tão sensível. Cabelos cor de mel, rostinho de anjo, Cori sempre estava por perto, não sei se para nos energizar ou simplesmente para tornar mais leve e fazer fluir a nossa emoção.
Juro que muitas vezes consegui enxergar asas em Cori !
A pacata Rua Coronel Luís Pires que ainda tinha apenas dois quarteirões, todos os dias era acordada com Mozart, Scriabin, Beethoven, Bach, Liszt, Mendelssohn e outros tantos compositores, isto sem falar das inúmeras técnicas de Hanon, Beringer e Clementi com as suas intermináveis escalas, terças, sextas e oitavas dobradas que diariamente a minha dedicação e emoção, juntamente com a firmeza de vontade da minha mãe, a Dona Nenzinha, faziam ecoar o som do piano por toda a vizinhança.
Ninguém reclamava.
Vizinho neste tempo era coisa séria, laços afetivos muitas vezes maiores que de parentes, éramos quase irmãos naquela época em que vivíamos com as portas abertas para a afetividade e o carinho.
E lá estava o menino Cori...
De cócoras no murinho do jardim ou no nosso alpendre, hoje chamado por todos como varanda, todos os dias, por horas e horas era o meu companheiro e talvez a minha força e inspiração para enfrentar os trinados, legatos e staccatos da rotina de qualquer estudante de piano.
O sol dos Montes Claros, ardia em sua cabecinha, mas ele parecia não sentir.A felicidade refletia em seu lindo rostinho de menino com alma de artista, muito querido por todos.
Anjo Cori, hoje respeitado por sua musicalidade e por seu talento nas inúmeras canções que ecoam nas vozes dos nossos jovens, me faz sentir saudades de um tempo em que trocávamos energia em um clima de carinho, respeito, afetividade e muito amor.
Ah ... o menino Cori !
Nunca verei outro tão lindo e tão sensível. Cabelos cor de mel, rostinho de anjo, Cori sempre estava por perto, não sei se para nos energizar ou simplesmente para tornar mais leve e fazer fluir a nossa emoção.
Juro que muitas vezes consegui enxergar asas em Cori !
A pacata Rua Coronel Luís Pires que ainda tinha apenas dois quarteirões, todos os dias era acordada com Mozart, Scriabin, Beethoven, Bach, Liszt, Mendelssohn e outros tantos compositores, isto sem falar das inúmeras técnicas de Hanon, Beringer e Clementi com as suas intermináveis escalas, terças, sextas e oitavas dobradas que diariamente a minha dedicação e emoção, juntamente com a firmeza de vontade da minha mãe, a Dona Nenzinha, faziam ecoar o som do piano por toda a vizinhança.
Ninguém reclamava.
Vizinho neste tempo era coisa séria, laços afetivos muitas vezes maiores que de parentes, éramos quase irmãos naquela época em que vivíamos com as portas abertas para a afetividade e o carinho.
E lá estava o menino Cori...
De cócoras no murinho do jardim ou no nosso alpendre, hoje chamado por todos como varanda, todos os dias, por horas e horas era o meu companheiro e talvez a minha força e inspiração para enfrentar os trinados, legatos e staccatos da rotina de qualquer estudante de piano.
O sol dos Montes Claros, ardia em sua cabecinha, mas ele parecia não sentir.A felicidade refletia em seu lindo rostinho de menino com alma de artista, muito querido por todos.
Anjo Cori, hoje respeitado por sua musicalidade e por seu talento nas inúmeras canções que ecoam nas vozes dos nossos jovens, me faz sentir saudades de um tempo em que trocávamos energia em um clima de carinho, respeito, afetividade e muito amor.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Aquela rua...
l Por:Raquel Crusoé Loures de Macedo Meira
Chamada Daniel Costa, depois Coronel Luís Pires, apenas dois quarteirões, aquela rua era o sonho de muitos. A Avenida Deputado Esteves Rodrigues, conhecida por todos como Sanitária, somente inaugurada em 1982, ainda não existia, eram apenas dois quarteirões da Santa Casa até o Rio Vieira.
Seu Ernesto, Mário Ribeiro,Dona Gladys, Coronel Georgino, os Maias, os Melo Franco , Crusoé, na esquina o Seu Édson...turma que depois em uma festa no Automóvel Clube foi alvo de um comentário da nossa muito querida Jacy Ribeiro, “ é, o nosso pedacinho de rua é mesmo muito especial , veja só Raquel, quantos valores intelectuais e morais em um espaço tão pequeno”.Alguns moradores da Irmã Beata frequentavam o nosso espaço encantado como os Quadros, Queiróz,Gonzaga e Lopes.
A Praça da Santa Casa, sem qualquer calçamento, era um tobogã de lama quando chegavam as chuvas, mas a Cel. Luis Pires era calçada, graças ao período de vereador do nosso pai.Dois quarteirões, mas calçada, o que nos enchia de orgulho, pois podíamos correr e brincar pela rua, com as nossas recém lançadas sandálias havaianas, sem o risco de termos o traseiro respingado de lama.
Ali fomos felizes, brincávamos, corríamos, sonhávamos, dançávamos, cantávamos, fazíamos músicas, serenatas,trocávamos livros proibidos para lermos as escondidas, dividíamos idéias de alto nível como também fazíamos brincadeiras para agitar os mais velhos assim como desligar os relógios das casas e tocar campainhas para depois cairmos de rir observando as reações.
Época de sonhos...
Hoje, centro hospitalar e farmacêutico, o encanto da Coronel Luís Pires insiste e persiste na mente de todos nós como celeiro para as nossas produções artísticas e culturais. Quantos intelectuais sonharam naquele espaço mágico !
Chamada Daniel Costa, depois Coronel Luís Pires, apenas dois quarteirões, aquela rua era o sonho de muitos. A Avenida Deputado Esteves Rodrigues, conhecida por todos como Sanitária, somente inaugurada em 1982, ainda não existia, eram apenas dois quarteirões da Santa Casa até o Rio Vieira.
Seu Ernesto, Mário Ribeiro,Dona Gladys, Coronel Georgino, os Maias, os Melo Franco , Crusoé, na esquina o Seu Édson...turma que depois em uma festa no Automóvel Clube foi alvo de um comentário da nossa muito querida Jacy Ribeiro, “ é, o nosso pedacinho de rua é mesmo muito especial , veja só Raquel, quantos valores intelectuais e morais em um espaço tão pequeno”.Alguns moradores da Irmã Beata frequentavam o nosso espaço encantado como os Quadros, Queiróz,Gonzaga e Lopes.
A Praça da Santa Casa, sem qualquer calçamento, era um tobogã de lama quando chegavam as chuvas, mas a Cel. Luis Pires era calçada, graças ao período de vereador do nosso pai.Dois quarteirões, mas calçada, o que nos enchia de orgulho, pois podíamos correr e brincar pela rua, com as nossas recém lançadas sandálias havaianas, sem o risco de termos o traseiro respingado de lama.
Ali fomos felizes, brincávamos, corríamos, sonhávamos, dançávamos, cantávamos, fazíamos músicas, serenatas,trocávamos livros proibidos para lermos as escondidas, dividíamos idéias de alto nível como também fazíamos brincadeiras para agitar os mais velhos assim como desligar os relógios das casas e tocar campainhas para depois cairmos de rir observando as reações.
Época de sonhos...
Hoje, centro hospitalar e farmacêutico, o encanto da Coronel Luís Pires insiste e persiste na mente de todos nós como celeiro para as nossas produções artísticas e culturais. Quantos intelectuais sonharam naquele espaço mágico !
segunda-feira, 16 de março de 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
INTELIGÊNCIA, CULTURA E SABEDORIA
l Por:Raquel Crusoé Loures de Macedo Meira
A inteligência é uma atividade cerebral natural em todos os animais dotados de cérebro e, a partir deste entendimento, a inteligência não assegura a sabedoria, felicidade, competência, discernimento e nem tampouco o talento. A inteligência é uma possibilidade em aberto, um recurso pessoal que deve e que precisa ser cultivada.
A cultura é composta por atitudes, valores e percepções em relação aos comportamentos intercambiados por pessoas de um determinado grupo. Compartilhada e transmitida através de gerações, influencia decisivamente nos padrões comportamentais da coletividade e, mesmo apresentando esta profunda influência sobre os comportamentos, os principais aspectos da cultura são invisíveis e geralmente estão presentes em nossa memória genética.
A sabedoria abastece a inteligência e a cultura, porém a sabedoria não é sinônimo de cultura, mas sim de vivência.Sabedoria é a inteligência seletiva, direcionada e frutífera, pois propicia o entendimento maior e a visão das coisas com mais profundidade.
A “inteligência cultural” é a capacidade de interagir de forma eficaz com pessoas de diferentes históricos culturais.
A inteligência é uma atividade cerebral natural em todos os animais dotados de cérebro e, a partir deste entendimento, a inteligência não assegura a sabedoria, felicidade, competência, discernimento e nem tampouco o talento. A inteligência é uma possibilidade em aberto, um recurso pessoal que deve e que precisa ser cultivada.
A cultura é composta por atitudes, valores e percepções em relação aos comportamentos intercambiados por pessoas de um determinado grupo. Compartilhada e transmitida através de gerações, influencia decisivamente nos padrões comportamentais da coletividade e, mesmo apresentando esta profunda influência sobre os comportamentos, os principais aspectos da cultura são invisíveis e geralmente estão presentes em nossa memória genética.
A sabedoria abastece a inteligência e a cultura, porém a sabedoria não é sinônimo de cultura, mas sim de vivência.Sabedoria é a inteligência seletiva, direcionada e frutífera, pois propicia o entendimento maior e a visão das coisas com mais profundidade.
A “inteligência cultural” é a capacidade de interagir de forma eficaz com pessoas de diferentes históricos culturais.
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