Amigos da Arte e Cultura

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

GRUPO FOLCLÓRICO BANZÉ - DE MONTES CLAROS PARA O MUNDO


O Grupo Folclórico Banzé iniciou suas atividades em 20 de maio de 1968 dentro da sala de aula do Conservatório de Música Lorenzo Fernândez em Montes Claros – MG, por iniciativa da professora Maria José Colares Moreira. Encorajados pelo dinamismo da Sra. Marina Lorenzo Fernandez Silva, e dos alunos do Curso de Folclore e História da Música, foi criado um grupo místico de danças, que passou a se chamar “Bandinha da Zezé” e posteriormente, por sugestão de um dos componentes, o Ricão, chegou-se ao Banzé.

A primeira apresentação do Banzé foi em abril de 1969, no Conservatório, com a presença da crítica de Arte, de Belo Horizonte, Maristela Tristão, professores e familiares.

Em Maio daquele ano deu-se a primeira exibição em público, em festa do Lions Clube Centro. Logo em seguida, a convite da Colônia Israelita de Belo Horizonte, o Banzé apresentou-se no Teatro Francisco Nunes. Daí para frente foi só sucesso, até porque a madrinha do Banzé é Nossa Senhora, que desde o início abençoou e tem guiado o grupo nesses quarenta anos, por todos os recantos do mundo.

O Banzé adquiriu nome com as primeiras apresentações e passando por várias cidades do Brasil, até que, em 1980, atendendo a um convite do Ministério das Relações Exteriores, Maria José Colares, fundadora e atual presidente do grupo, viajou para Viena, na Áustria, onde se reuniu o Comitê Internacional de Artes e Tradições Populares (IOV) para o qual foi eleita vice-presidente, fato que ajudou a levar o Banzé a se exibir na Europa. Em 1981 o Grupo se apresentou na Bélgica, França, e Áustria. Em 1984 foi aos Estados Unidos, viajando de costa a costa, tendo sido o primeiro grupo brasileiro a se apresentar no Epcot Center, na Disney World.

Em 1987 retornou à França e Espanha. Apresentou-se também no Paraguai e Argentina, e, finalmente em 1989, voltou à Bélgica, Alemanha e à França, onde participou do Festival que comemorava o bi-centenário da revolução francesa, conquistando os três primeiros prêmios na cidade de Chateneuf-de-Faou, disputando com delegações de nove países, inclusive, Rússia, Canadá, Tchecoslováquia e México. Em 1991 retornou aos Estados Unidos onde se apresentou nos estados de Idahoo e Utah.

Em 1995, o Grupo esteve na Itália e Holanda. Apresentou-se em Latina (Sardenha), Quartu Sant´Elena, Sabaudia, Della Collina e Região de Zoldo. Na Holanda, o Banzé se apresentou em Odorn. Em todos os lugares onde o Grupo Banzé se apresentou foi muito aplaudido, recebendo inúmeros convites para participar de outros festivais internacionais na Europa e Américas.

Em 1997, o Banzé participou do Festival Internacional da Polônia em Zielona Gora, onde, como sempre, obteve sucesso absoluto.

Em 2000, o Banzé participou do Festival de Folclore do Canadá, nas cidades de Lachine e Cornwall, e nos Estados Unidos da América em Nova Iorque.

Em 2003, o Banzé se apresentou no Festival Internacional de Folclore de Portugal, na cidade de Recarei, e, na Espanha, na cidade de Pontevedra.

Em julho de 2005, o grupo retornou à Itália onde participou dos Festivais de Quartu Sant´Elena e Tempio Pausania na Sardenha, além de Ímola e Russi no norte da Itália.

O Grupo participou também de vários Festivais Nacionais, como no Rio Grande do Sul, Paraná, Alagoas, Paraíba, Mato Grosso, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e inúmeras apresentações por Minas gerais.

O Grupo Folclórico Banzé já promoveu nove Festivais Internacionais de Folclore em Minas Gerais, com a participação de grupos de diversos países, tais como: Itália, Iugoslávia, Sérvia, Montenegro, Croácia, Israel, Líbano, Índia, República Tcheca, China, Coréia do Sul, Chile, Paraguai, Argentina, Letônia, México, Peru, Hungria, dentre outros. Contou também com a participação de grupos de vários estados brasileiros como: Rio Grande do Sul, Paraíba, Pernambuco, Pará, Paraná, Mato Grosso, Rio de Janeiro e grupos de Minas Gerais.

Desde o ano de 1993, o Banzé tem parceria com a Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES – e tornou-se realmente uma escola, na qual os alunos de folclore continuam o seu trabalho, mostrando a riqueza e a beleza das danças de origem.

PARTICIPAÇÕES EM FESTIVAIS

1981 - Festival Mundial de Folclore Bélgica e França.

1981 - Internacionale Volkust Festpiele Áustria

1984 - Internacional Folkfest of Tenessee - EUA

1986 - Festival Nacional de Folclore de Santa Rosa/ RS - Brasil.

1987 - XXV Festival Internacional de Los Pirineos - Espanha e França

1989 - Folklore Festival Bonheiden Bélgica e Alemanha

1989 - Chateneuf-de-Faou – França

1991 - Idaho Internacional Folkdance and Utah - EUA

1992 - Festival internacional de Folclore de Passo fundo/RS - Brasil

1993 - I Festival internacional de Folclore de Curitiba/PR - Brasil

1993 - I Festival internacional de Folclore de Maceió/AL - Brasil

1993 - I Festival internacional de Campina Grande e Areia/PB - Brasil

1994 - I Festival internacional de Folclore do Mato Grosso - Brasil

1995 - Festivais por toda Itália e Holanda

1996 - IV Festival internacional de Folclore de Passo Fundo/RS - Brasil

1997 - I Festival internacional de Folclore de Minas Gerais - Brasil

1998 - II Festival internacional de Folclore de Minas Gerais - Brasil

1998 - Festival Internacional em Zielona Gora Polônia

1999 - III Festival internacional de Folclore de Minas Gerais - Brasil

1999 - 30° Congresso mundial da CIOFF Recife/PE - Brasil

2000 - IV Festival internacional de Folclore de Minas Gerais - Brasil

2000 - Worldfest Lachine e Cornwall - Canadá

2000 - Worldfest Nova York - EUA

2001 - Festival Nacional de Danças e Etnias de Maringá/PR - Brasil

2002 - V Festival internacional de Folclore de Minas Gerais - Brasil

2003 - Festival de Recarei em Portugal e na cidade de Pontevedra na Espanha

2003 - VI Festival internacional de Folclore de Minas Gerais – Brasil

2005 – Festivais por toda a Itália

2006 – VIII Festival Internacional de Folclore de Minas Gerais - BR

2007 – IX Festival Internacional de Folclore de Minas Gerais - BR

PREMIAÇÕES

Medalha – Bonheiden - Bélgica

Medalha – Ville D’etapple - Sur Mer França

Medalha – Province de Namur - França

Medalha – Universidade Federal de Pernambuco/ BR

Medalha – Krems Gneixendorf Áustria

Medalha – Inconfidência/ MG

Medalha – Espanha

Medalha – Bélgica

Medalha – Santos Dumont

Medalha – 40 anos UNIMONTES - Montes Claros/ MG

Medalha – Ouro/ Gold Medal - Montes Claros/ MG

Medalha – JK – Diamantina/ MG

Troféu – EEUU em Idaho

Troféu – Tennessee em 1983

1° Grupo brasileiro a receber um troféu no Epcot Center


MACULELÊ

Manifestação de o rigem afro-indígena que reverencia ao Rei “ Maculelê”- um negro fugido que tinha doença de pele. Conta-se que ele foi acolhido e cuidado por uma tribo indígena. Certa vez, Maculelê foi deixado sozinho na aldeia, quando a tribo saiu para caçar. E eis que uma tribo rival aparece para dominar o espaço. Maculelê lutou sozinho contra o grupo rival e, heroicamente, venceu a disputa. Desde então passou a ser considerado um herói na tribo. A dança com bastões simboliza a luta de Maculelê contra os guerreiros.



ZABUMBA

Primeira dança a ser representada pelo BANZÉ, a “Zabumba” não se constitui efetivamente em uma manifestação específica, mas sim num pout-pourri de pequenos trechos de danças e músicas de várias regiões do Brasil. À medida que o tempo foi passando, foram introduzidas novas músicas, principalmente pela necessidade de se incluir ritmos de samba por ocasião da primeira turnê à Europa.

Superticiosamente, o BANZÉ encerra suas apresentações sempre com a “Zabumba”.


Obrigada querida Zezé !

Faço minhas as palavras do Prof. José Geraldo de Freitas Drummond: “-Zezé Colares merece o título de embaixadora cultural de Montes Claros, porque soube mesclar, de forma perfeita e ímpar, o seu ideal pessoal com a raiz de nossa gente [...]”.


Aqui está apenas uma mostra deste grande trabalho em prol das nossas origens e tradições culturais. Para conhecer mais, visite o site do GRUPO FOLCLÓRICO BANZÉ :   http://www.grupobanze.com.br/historico.htm

4 comentários:

  1. Querida amiga, toda a forma de expressar a cultura de uma terra, deve ser muito preservada, é nossa história que será levada para nossos filhos. Dou a maior importância ao folclore...Lindo post..Tenha um lindo final de semana...Beijocas

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  2. Oiii, tô meio sem jeito, mas queria te pedir um favor.. é que eu me increvi num concurso e preciso de votos, se você puder passar no meu blog é clicar no icone " este blog pode virar livro" e vota e agradeço demais... tô precisando de votos, porque só soube hoje, mas os outros concorrentes já estão recebendo votos desde o dia 12.. aí para eu ter uma chance vou precisar de votação... ah e para quem divulgar vou fazer um sorteio com presentinnhos surpresa!!! quero muito poder concorrer pelo menos!!
    beijão com carinho
    www.sermulhereomaximo.com.br

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  3. Queremos parabenizar a você pelo blog e convidá-lo a visitar o nosso Cordelirando e ler um cordel sobre a Lei Ficha Limpa.
    Neste cordel, Salete Maria nos informa, de maneira clara, porém simples, a respeito deste assunto tão importante, principalmente nos dias de hoje!
    Abraço fraterno,
    Equipe Cordelirando

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  4. Olá, Raquel.

    Como coordenador do Grupo Banzé, é meu dever agradecê-la pela postagem do histórico e da carreira do Grupo. Sobretudo, é uma grande satisfação ver o retorno que temos por parte dos nossos queridos admiradores, que nos respeitam e valorizam o nosso trabalho. É o que nos estimula a seguir com a nossa missão de pesquisar e difundir o folclore brasileiro, especialmente as nossas raízes norte-mineiras.
    Parabéns pelo blog, e agradeço em meu nome e em nome do Grupo Folclórico Banzé - 43 anos de Tradição.

    Abraços,
    Marcos Andrade
    Coordenador
    Grupo Banzé

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