Amigos da Arte e Cultura

quinta-feira, 29 de abril de 2010

"ORQUESTRA DE MENINOS" CONTA HISTÓRIA DO MÚSICO VIEIRA

SÃO PAULO (Reuters) - Baseado em uma história real, "Orquestra dos Meninos", o novo filme do diretor Paulo Thiago (de "O Vestido") leva às telas as duas décadas de dedicação e luta do músico brasileiro Mozart Vieira.
Vindo de uma família ligada à música, Vieira ficou conhecido por montar uma orquestra formada por adolescentes de baixa renda, em uma minúscula cidade da região agreste de Pernambuco. O filme entra em circuito nacional na sexta-feira.

O trabalho do músico, que começou nos anos de 1980, consistia em ensinar os jovens a tocar música clássica, grande paixão de Mozart. Com o passar dos anos, a idéia se tornou uma ação social bem-sucedida, trazendo reconhecimento a seu criador.

Segundo o próprio Mozart, sua fama começou a incomodar os políticos locais, que viam no rapaz uma ameaça política para a região. Assim, ele passou a sofrer uma sistemática perseguição, injusta, que culminou com uma mal-contada acusação de pedofilia, na década de 1990.

O filme de Paulo Thiago explora esses acontecimentos. Com base em pesquisas que consumiram quatro anos, o diretor e roteirista aproveita os elementos de drama e comédia da vida de Mozart. A produção tenta ser fiel aos fatos, sempre seguindo o ponto de vista do músico.

Um ponto irregular é a performance do ator Murilo Rosa (de "O Segredo"), como o músico perseguido. Embora se esforce para criar seu personagem, o resultado mostra-se às vezes insatisfatório, a começar pelo sotaque.

Filmado inteiramente no Estado de Sergipe, "Orquestra dos Meninos" tem acertos e erros. No entanto, a história de Mozart tem elementos para cativar o espectador. Mais do que um filme, trata-se de uma homenagem ao músico.

(Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)


Trailer do filme Orquestra dos Meninos, baseado em fatos reais, com Murilo Rosa e Priscila Fantin. Um filme de Paulo Thiago, produção de Gláucia Camargos e distribuição Paramount Pictures.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

HAIKAI I (OUTONO)



(Raquel Crusoé Loures de Macedo Meira)

Folhas coloridas,

voam ao sabor do vento:

outono chegou

Haikai (em japonês: 俳句, Haiku ou Haicai?) é uma forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas têm três linhas, contendo na primeira e na última cinco ou mais caracteres japoneses (totalizando sempre cinco sílabas), e sete ou mais caracteres na segunda linha (sete sílabas) Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Vivaldi - Le quattro stagioni (OP.8, N.1-4, RV271)
Concerto N.3 Outono(Allegro-Adagio Molto-Allegro)

sábado, 24 de abril de 2010

CATEDRAL DE BRASÍLIA REABRE AS SUAS PORTAS



Mesmo com a reforma incompleta, igreja volta a receber fiéis e visitantes diariamente. Estrutura já permite circular pelo seu interior e realizar missas. Partes hidráulica e elétrica devem ficar prontas em novembro

A Catedral de Brasília está aberta para visitação e realização de missas diárias. A reforma da igreja ainda não foi inteiramente concluída. No entanto, a estrutura já permite que fiéis e turistas possam circular pelo seu interior. A obra deve ficar pronta em novembro.

De acordo com os responsáveis pela reforma, a parte elétrica e hidráulica precisa ser concluída. A instalação dos vitrais feitos pela artista plástica Marianne Peretti também está em fase final. Já a pintura de toda a construção foi finalizada. O local está com pisos e paredes novos. Os três Anjos da Anunciação, suspensos no alto e no interior da igreja, ganharam novos cabos de aço e foram restaurados.

Uma missa celebrada ao meio-dia desta quinta-feira (22) pelo arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, marcou a reabertura do local. Estiveram presentes a vice-governadora, Ivelise Longhi, o secretário de Cultura, Silvestre Gorgulho, o chefe de gabinete da Presidência da Republica, Gilberto Carvalho.

A reforma da Catedral, que começou em julho de 2009, está orçada em R$ 25 milhões, sendo R$ 17 milhões investidos pela Petrobrás e R$ 8 milhões pelo GDF.

Fonte:Agência Brasília: http://www.agenciabrasilia.df.gov.br/042/04299003.asp?ttCD_CHAVE=98499


domingo, 18 de abril de 2010

PARA OS AMIGOS DA ARTE E DA CULTURA



Queridos amigos !

Justamente neste momento finalizei a criação de um outro espaço / blog dedicado inteiramente aos músicos, amantes e apreciadores da música:

Raquel Crusoé - Memórias de uma professora de música

http://raquelcrusoemusica.blogspot.com/

Aqui neste espaço primeiro,vocês foram e serão sempre responsáveis por esta experiência maravilhosa de vida, por esta troca de conhecimento e solidariedade. Quando aqui comecei, sequer sabia mover o mouse. Agora, um pouco mais experiente, espero com a minha vivência, acrescentar um pouco mais.

Ficarei feliz em encontrá-los por lá também como  amigos, amantes ou apreciadores  da música.
Um grande abraço e que Deus nos proteja sempre.

Com o carinho de sempre,

Raquel

http://raquelcrusoemusica.blogspot.com/

quarta-feira, 14 de abril de 2010

DESENCANTO



Ao caminhar pela vida

Deparei com o desencanto

Tal e qual ave ferida

Me recolhi no recanto...



No recanto onde as almas

Buscam arrego e conforto

Sons, perfumes alfazemas

Da vida, seguro porto...



Desespero cai em pranto

Gota a gota a lavar

Todo este desencanto

Do coração a sangrar...



Se pudesse pelo menos

Uma canção dedilhar

Eu encontraria drenos

Para a tristeza afastar.



(Raquel Crusoé Loures de Macedo Meira)



domingo, 11 de abril de 2010

A MULHER QUE TRANSFORMA FERRO EM ARTE


De personalidade forte, Martha Arruda começou quebrar regras ainda na infância. Não quis saber das aulas de ballet clássico, pintura e piano. Ela recusava o universo delicado da arte clássica; preferia desafios e riscos nas aventuras ao lado dos meninos da rua onde morava.

O tempo passou e a levou ao casamento e aos filhos. Mas o papel de dona de casa não lhe coube por muito tempo. Separou e decidiu ter profissão para sustentar a família. Nada de professora, enfermeira ou advogada como a mãe. Na década de 80, Martha Arruda se transformou na primeira soldadora de Alagoas.

“Quando fui estudar no Senai, mamãe pensou que estivesse fazendo o curso de gráfica, mas comecei serralharia. Segui em frente e, pouco tempo depois, estava num curso de especialização em solda no Recife, onde consegui o primeiro emprego”, conta a mulher que se descobriu artista nos canteiros de obra da construtora Mendes Júnior.

Ainda na capital pernambucana, ela começou a fazer as primeiras peças em ferro com a intenção de decorar a casa. Incentivada pela , inscreveu algumas ‘invenções’ no Salão de Arte Moderna de Recife e, para sua surpresa, foi aceita como artista revelação.

“Foi um processo de seleção muito rigoroso, um dos jurados, por exemplo, era o exigente Ferreira Gullar, que anos depois veio a Maceió para participar de um evento na Pinacoteca Universitária e reconheceu um trabalho meu em exposição. Uma alegria muito grande quando disse: essa escultura eu conheço, é de Martha Arruda’”.

De volta a Maceió, Martha Arruda dividia o tempo entre os ofícios de soldadora e de escultora. Não demorou muito até suas peças chamarem a atenção de críticos de arte e de empresas em busca de esculturas diferenciadas para colocar na fachada dos prédios. Gestores públicos também descobriram a importância de povoar a cidade com obras de arte. Cheia de encomendas, ela deixou, definitivamente, o canteiro e o salário fixo no final do mês para viver exclusivamente da sua arte.

A partir daí, a artista deu início a uma série de trabalhos que podem ser visto em diversas partes da cidade. É dela, por exemplo, as grandes esculturas vermelhas que compõem as intervenções urbanas da construção do viaduto Desembargador Washington Luiz , no bairro do Farol. No passeio da praia da Jatiúca, que dá acesso a Cruz das Almas, as duas folhas de ferro vermelho parecem dar boas-vindas aos transeuntes.

Nas orlas da Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca é fácil identificar trabalhos de Martha Arruda na entrada dos prédios. “A escultura, nas cores azul e amarelo, quebra a rigidez do concreto e ainda chama atenção para a importância da arte nas nossas vidas. É comum moradores e visitantes ficarem parados contemplando a escultura”, diz o médico Ítalo Holanda, morador do edifício Patmos, na Avenida Álvaro Otacílio.

A empresária Agner Filardes é uma das admiradoras da arte produzida por Martha Arruda. Ela tem quatro esculturas de porte médio espalhadas na grande casa no bairro da Serraria. “Adoro o jeito como a artista lida com o ferro, ela parece que brinca com ele o transforma em estruturas delicadas, bonitas e, principalmente, instigantes. Suas obras nos levam a refletir sobre a flexibilidade da vida. Ou seja, nada é imutável”.

Fonte : Roberto Amorim 07:34 - 11/04/2010 http://www.tudonahora.com.br/noticia/cultura/2010/04/11/91601/a-mulher-que-transforma-ferro-em-arte

terça-feira, 6 de abril de 2010

ENCANTOS NOTURNOS



E é quando a noite vem,
que as idéias se atrevem,
a aflorar em minha mente...

Bailam e cantam em sintonia,
ouço anjos em harmonia,
acolhedoramente...

Dormir não me parece,
idéia que favorece,
temporalmente...

A noite sempre me encanta,
como estrela que abrilhanta,
abrasivamente...

No infinito ficar,
quero aqui declarar,
muito solenemente...

Amo a noite com loucura,
sinto em mim toda ternura,
encantadoramente.


Raquel Crusoé Loures de Macedo Meira

sábado, 3 de abril de 2010

FELIZ PÁSCOA !



Tempo de passagem para uma vida nova com muita alegria e amor.Tempo de ouvir a mais conhecida obra de Händel, O Messias (1742), que atingiu grande popularidade especialmente com o coro Aleluia. Mais que uma narração da vida de Jesus , O Messias é uma meditação sobre a  vinda do Salvador ao mundo terreno.

Tempo de dizer para todos vocês,

Feliz Páscoa  !


''Poznanskie Slowiki'', (The Poznan Nightingales" ) Polen - Hallelujah, by Händel.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

J.S.BACH - PAIXÃO SEGUNDO SÃO MATEUS


Bach - Matthäuspassion - 78 - Wir setzen uns

Johann Sebastian Bach

Matthäuspassion (St Matthew Passion)

Wir setzen uns mit Tränen nieder

Münchener Bach-Chor und -Orchester

Karl Richter


CAPOEIRA - UMA ARTE MARCIAL DISFARÇADA DE DANÇA



| Por: Raquel Crusoé Loures de Macedo Meira

A capoeira é um jogo de destreza, cujas origens mais remotas vêm de Angola e a sua história no Brasil começa no século XVI, época em que éramos colônia de Portugal.

Na África, os angolanos dançavam muito ao som de suas músicas. Como escravos em nosso país, eles perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. O ritmo e os movimentos das danças africanas, foram adaptados a um tipo de luta. Inicialmente portanto, foi usada como arma de ataque e defesa, uma vez que os escravos não podiam usar armas, assim como os brancos. Surgiu então uma arte marcial disfarçada de dança, instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.

Dois tipos de capoeira foram mais popularizados: o “Angola”,que é cheio de gingas, calculado e podemos dizer, coreográfico; e o “São Bento” que é rápido, com constantes ataques e recuos ligeiros em que se usa como estribilho, o nome do Santo. Atualmente , o estilo de capoeira mais praticado é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos.

Em um jogo de capoeira, forma-se um círculo de pessoas que contorna os lutadores e a orquestra composta por atabaque, dois pandeiros e de um a três berimbaus, acompanham as "cantorias da roda". Intimamente ligada à música, envolve o desenvolvimento físico e as aptidões artísticas de seus praticantes.

Obedecendo a um preceito do jogo, os parceiros ficam agachados e em silêncio, enquanto os músicos tocam uma chula, cantiga curta geralmente improvisada que faz a apresentação, a abertura. Pode ser uma louvação aos seus mestres, às suas origens, à cidade em que nasceu ou que está no momento. Também pode fazer referências a fatos históricos, lendas ou algum outro elemento cultural que diga respeito à roda de capoeira. Os cantadores da roda podem também usar a chula como introdução para os corridos e ladainhas bem como durante a mesma sugerir um refrão para o coro cantar.

No jogo, os adversários não se atracam. Lutam por aproximação, sempre guardando uma certa distância. Nos golpes, são mais usados os pés enquanto as mãos servem mais de apoio. É uma sucessão de manhas e negaças, o que dá ao jogo uma aparência mais coreográfica, ao som dos berimbaus e pandeiros e atabaques.

Os golpes mais utilizados pelos capoeiristas são:

Armada, Armada Pulada, Armada Dupla, Benção,Cabeçada, Chapa Lateral, Chapa Cruzada, Chapa Giratória, Chapa de Costas, Côcorinha, Coice, Coice de Mula,Gancho,Macaquinho,Martelo,Martelo Explosivo, Martelo de Bico, Meia-Lua de Compasso, Meia-Lua de Frente, Meia-Lua Solta,Mola,Negativa,Parafuso, Ponteira, Rabo de Arraia, Rasteira, Salto Mortal, Queixada Vingativa e Vôo do Morcego

CAPOEIRA

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