Amanhã já estaremos em setembro e para comemorarmos, nada melhor que uma linda canção do grande compositor e músico Beto Guedes, nascido nos Montes Claros das Gerais
Não é novidade para ninguém que o mês de Agosto é o do Cachorro Louco, da Bruxa na Aviação e das fantásticas noites do terror. Talvez por isso Agosto seja o mês com o maior número de simpatias e superstições em todo o mundo.
Mas por que? Qual a verdadeira origem destas simpatias e superstições? Veja aí algumas histórias e curiosidades sobre o mês de Agosto no Brasil e em outros países.
Diz a história que foram os romanos que deram ao oitavo mês do ano o nome de Agosto em homenagem ao imperador César Augusto que na época estava conseguindo grandes vitórias, como a conquista do Egito e a sua “promoção” a cônsul, não queria ficar atrás do imperador Júlio César – cujo mês de Julho é em sua homenagem – e acabou decidindo que o “seu” mês também teria 31 dias.
Mas foi entre os romanos que o mês de Agosto começou a ser considerado azarento, embora não se saiba exatamente o motivo. Os caras acreditavam que existia um dragão imenso e terrível, que andava pelo céu cuspindo fogo durante o mês de Agosto. Mas depois descobriram que o tal “Dragão” era a constelação de Leão, visível nos céus do hemisfério norte naquele período do ano.
Em Portugal o medo do mês de Agosto surgiu no período das grandes navegações, que duravam muitos meses e até anos. As mulheres portuguesas não casavam nunca no oitavo mês, porque era nessa época que os navios das expedições saíam à procura de novas terras. Daí, casar em Agosto significava ficar sozinha e às vezes sem lua-de-mel. Algumas até ficavam viúvas.
Já aqui no Brasil, com a influência dos portugueses, essa crença chegou e se espalhou. Daí o dito popular “Casar em Agosto traz desgosto”. E tem também aquela onda de que os cachorros contraem a raiva nesse mês. Daí o nome de “mês do cachorro louco“.
Na Argentina muitos deixam de lavar a cabeça em Agosto porque acreditam que isso chama a morte. E na África o dia 24 de Agosto é o chamado “dia em que o Diabo anda solto” – dia de todos os exús.
Na França o mês é maldito pois em 24 de Agosto de 1572 Catarina de Medici ordenou o massacre de São Bartolomeu, matando de dezenas de milhares de pessoas.
Na Polônia, em 14 de Agosto de 1831 os poloneses foram derrotados pelos russos na Revolta de Varsóvia, que também matou muita gente.
No Marrocos, em 14 de Agosto de 1844 a França invadiu o país; No Cambodja, em 11 de Agosto de 1863 a França tomou a nação; Na Alemanha, em 3 de Agosto de 1932 Hitler assumiu o governo alemão após a morte de seu antecessor; Na China, em 8 de Agosto de 1937 o Japão invadiu Pequim; No Japão, nos dias 6 e 9 de Agosto de 1945, as cidades de Hiroshima e Nagazaki foram destruídas por bombas atômicas.
Em muitos lugares acredita-se que as assombrações, fantasmas que gemem e arrastam correntes, almas penadas que balançam as redes de quem dorme e outras coisas similares acontecem em agosto, porque este é o mês do frio e da ventania.
E aí? Conhece alguma simpatia para o mês de Agosto? Eu conheço aquela em que deve-se usar a camisa ao avesso para se proteger do azar e do cachorro louco.
O Grupo Folclórico Banzé iniciou suas atividades em 20 de maio de 1968 dentro da sala de aula do Conservatório de Música Lorenzo Fernândez em Montes Claros – MG, por iniciativa da professora Maria José Colares Moreira. Encorajados pelo dinamismo da Sra. Marina Lorenzo Fernandez Silva, e dos alunos do Curso de Folclore e História da Música, foi criado um grupo místico de danças, que passou a se chamar “Bandinha da Zezé” e posteriormente, por sugestão de um dos componentes, o Ricão, chegou-se ao Banzé.
A primeira apresentação do Banzé foi em abril de 1969, no Conservatório, com a presença da crítica de Arte, de Belo Horizonte, Maristela Tristão, professores e familiares.
Em Maio daquele ano deu-se a primeira exibição em público, em festa do Lions Clube Centro. Logo em seguida, a convite da Colônia Israelita de Belo Horizonte, o Banzé apresentou-se no Teatro Francisco Nunes. Daí para frente foi só sucesso, até porque a madrinha do Banzé é Nossa Senhora, que desde o início abençoou e tem guiado o grupo nesses quarenta anos, por todos os recantos do mundo.
O Banzé adquiriu nome com as primeiras apresentações e passando por várias cidades do Brasil, até que, em 1980, atendendo a um convite do Ministério das Relações Exteriores, Maria José Colares, fundadora e atual presidente do grupo, viajou para Viena, na Áustria, onde se reuniu o Comitê Internacional de Artes e Tradições Populares (IOV) para o qual foi eleita vice-presidente, fato que ajudou a levar o Banzé a se exibir na Europa. Em 1981 o Grupo se apresentou na Bélgica, França, e Áustria. Em 1984 foi aos Estados Unidos, viajando de costa a costa, tendo sido o primeiro grupo brasileiro a se apresentar no Epcot Center, na Disney World.
Em 1987 retornou à França e Espanha. Apresentou-se também no Paraguai e Argentina, e, finalmente em 1989, voltou à Bélgica, Alemanha e à França, onde participou do Festival que comemorava o bi-centenário da revolução francesa, conquistando os três primeiros prêmios na cidade de Chateneuf-de-Faou, disputando com delegações de nove países, inclusive, Rússia, Canadá, Tchecoslováquia e México. Em 1991 retornou aos Estados Unidos onde se apresentou nos estados de Idahoo e Utah.
Em 1995, o Grupo esteve na Itália e Holanda. Apresentou-se em Latina (Sardenha), Quartu Sant´Elena, Sabaudia, Della Collina e Região de Zoldo. Na Holanda, o Banzé se apresentou em Odorn. Em todos os lugares onde o Grupo Banzé se apresentou foi muito aplaudido, recebendo inúmeros convites para participar de outros festivais internacionais na Europa e Américas.
Em 1997, o Banzé participou do Festival Internacional da Polônia em Zielona Gora, onde, como sempre, obteve sucesso absoluto.
Em 2000, o Banzé participou do Festival de Folclore do Canadá, nas cidades de Lachine e Cornwall, e nos Estados Unidos da América em Nova Iorque.
Em 2003, o Banzé se apresentou no Festival Internacional de Folclore de Portugal, na cidade de Recarei, e, na Espanha, na cidade de Pontevedra.
Em julho de 2005, o grupo retornou à Itália onde participou dos Festivais de Quartu Sant´Elena e Tempio Pausania na Sardenha, além de Ímola e Russi no norte da Itália.
O Grupo participou também de vários Festivais Nacionais, como no Rio Grande do Sul, Paraná, Alagoas, Paraíba, Mato Grosso, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e inúmeras apresentações por Minas gerais.
O Grupo Folclórico Banzé já promoveu nove Festivais Internacionais de Folclore em Minas Gerais, com a participação de grupos de diversos países, tais como: Itália, Iugoslávia, Sérvia, Montenegro, Croácia, Israel, Líbano, Índia, República Tcheca, China, Coréia do Sul, Chile, Paraguai, Argentina, Letônia, México, Peru, Hungria, dentre outros. Contou também com a participação de grupos de vários estados brasileiros como: Rio Grande do Sul, Paraíba, Pernambuco, Pará, Paraná, Mato Grosso, Rio de Janeiro e grupos de Minas Gerais.
Desde o ano de 1993, o Banzé tem parceria com a Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES – e tornou-se realmente uma escola, na qual os alunos de folclore continuam o seu trabalho, mostrando a riqueza e a beleza das danças de origem.
PARTICIPAÇÕES EM FESTIVAIS
1981 - Festival Mundial de Folclore Bélgica e França.
1981 - Internacionale Volkust Festpiele Áustria
1984 - Internacional Folkfest of Tenessee - EUA
1986 - Festival Nacional de Folclore de Santa Rosa/ RS - Brasil.
1987 - XXV Festival Internacional de Los Pirineos - Espanha e França
1989 - Folklore Festival Bonheiden Bélgica e Alemanha
1989 - Chateneuf-de-Faou – França
1991 - Idaho Internacional Folkdance and Utah - EUA
1992 - Festival internacional de Folclore de Passo fundo/RS - Brasil
1993 - I Festival internacional de Folclore de Curitiba/PR - Brasil
1993 - I Festival internacional de Folclore de Maceió/AL - Brasil
1993 - I Festival internacional de Campina Grande e Areia/PB - Brasil
1994 - I Festival internacional de Folclore do Mato Grosso - Brasil
1995 - Festivais por toda Itália e Holanda
1996 - IV Festival internacional de Folclore de Passo Fundo/RS - Brasil
1997 - I Festival internacional de Folclore de Minas Gerais - Brasil
1998 - II Festival internacional de Folclore de Minas Gerais - Brasil
1998 - Festival Internacional em Zielona Gora Polônia
1999 - III Festival internacional de Folclore de Minas Gerais - Brasil
1999 - 30° Congresso mundial da CIOFF Recife/PE - Brasil
2000 - IV Festival internacional de Folclore de Minas Gerais - Brasil
2000 - Worldfest Lachine e Cornwall - Canadá
2000 - Worldfest Nova York - EUA
2001 - Festival Nacional de Danças e Etnias de Maringá/PR - Brasil
2002 - V Festival internacional de Folclore de Minas Gerais - Brasil
2003 - Festival de Recarei em Portugal e na cidade de Pontevedra na Espanha
2003 - VI Festival internacional de Folclore de Minas Gerais – Brasil
2005 – Festivais por toda a Itália
2006 – VIII Festival Internacional de Folclore de Minas Gerais - BR
2007 – IX Festival Internacional de Folclore de Minas Gerais - BR
PREMIAÇÕES
Medalha – Bonheiden - Bélgica
Medalha – Ville D’etapple - Sur Mer França
Medalha – Province de Namur - França
Medalha – Universidade Federal de Pernambuco/ BR
Medalha – Krems Gneixendorf Áustria
Medalha – Inconfidência/ MG
Medalha – Espanha
Medalha – Bélgica
Medalha – Santos Dumont
Medalha – 40 anos UNIMONTES - Montes Claros/ MG
Medalha – Ouro/ Gold Medal - Montes Claros/ MG
Medalha – JK – Diamantina/ MG
Troféu – EEUU em Idaho
Troféu – Tennessee em 1983
1° Grupo brasileiro a receber um troféu no Epcot Center
Manifestação de o rigem afro-indígena que reverencia ao Rei “ Maculelê”- um negro fugido que tinha doença de pele. Conta-se que ele foi acolhido e cuidado por uma tribo indígena. Certa vez, Maculelê foi deixado sozinho na aldeia, quando a tribo saiu para caçar. E eis que uma tribo rival aparece para dominar o espaço. Maculelê lutou sozinho contra o grupo rival e, heroicamente, venceu a disputa. Desde então passou a ser considerado um herói na tribo. A dança com bastões simboliza a luta de Maculelê contra os guerreiros.
ZABUMBA
Primeira dança a ser representada pelo BANZÉ, a “Zabumba” não se constitui efetivamente em uma manifestação específica, mas sim num pout-pourri de pequenos trechos de danças e músicas de várias regiões do Brasil. À medida que o tempo foi passando, foram introduzidas novas músicas, principalmente pela necessidade de se incluir ritmos de samba por ocasião da primeira turnê à Europa.
Superticiosamente, o BANZÉ encerra suas apresentações sempre com a “Zabumba”.
Obrigada querida Zezé !
Faço minhas as palavras do Prof. José Geraldo de Freitas Drummond: “-Zezé Colares merece o título de embaixadora cultural de Montes Claros, porque soube mesclar, de forma perfeita e ímpar, o seu ideal pessoal com a raiz de nossa gente [...]”.
Aqui está apenas uma mostra deste grande trabalho em prol das nossas origens e tradições culturais. Para conhecer mais, visite o site do GRUPO FOLCLÓRICO BANZÉ : http://www.grupobanze.com.br/historico.htm
São bailados afro-brasileiros com representações coreográficas, cantos e danças. Os cantos são entoados em uníssono. Pandeiros, caixas, flautas de bambús são os instrumentos mais utilizados em nossa região,(Festas de Agosto - Montes Claros) porém em outras, os tambores, chocalhos, violas, rabecas e marimbas são também utilizados.
Começa a ventania, a natureza se enfeita com cores vivas, a música está no ar, o ritmo dançante e vivaz alegra o nosso coração, a nossa alma e o nosso espírito.
É agosto nos Montes Claros das Gerais e com ele as suas festas. A nossa emoção se enfeita com laços e fitas para homenagear Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Divino Espírito Santo, juntamente com os catopês, marujos e caboclinhos.
São três dias de festas que ocorrem por quase duzentos anos e que acontecem na segunda quinzena de agosto, como uma festividade religiosa – profana e que no nosso entendimento, é historicamente do mais alto valor para a nossa cultura. Encontramos manifestações da religião católica como o levantamento de mastros, missas e bênçãos. A participação para muitos que se apresentam nos desfiles é o cumprimento de promessas ao santo que os socorreu com alguma graça. O caráter profano está ligado às danças folclóricas de origem africana, portuguesa e ameríndia, com os catopês, marujos e caboclinhos.
Toda esta “festança” é praticamente uma réplica das comemorações ocorridas por ocasião da coroação de D। Pedro II em 08 de setembro de 1841.
Segundo o historiador Hermes de Paula, “ depois do cortejo ou passeata com a efígie do imperador, foram permitidos vários divertimentos durante três dias”(1), porém, ainda segundo o mesmo autor,” a mais antiga notícia sobre o assunto é datada de 23 de maio de 1839, quando Marcelino Alves pediu licença para tirar esmolas para as festas de Nossa Senhora do Rosário e Divino Espírito Santo, que pretendia fazer nesta freguesia”.(2)
Os catopês, marujos e caboclinhos abrem os desfiles para a corte que, sempre primorosamente se apresentam com toda a pompa: rei, rainha, príncipes, princesas e pajens. Os desfiles que acontecem durante os três dias pelas ruas centrais da cidade, finalizam na Praça Portugal onde, na Igreja do Rosário é celebrada uma missa e logo após, os festeiros oferecem um almoço para todos os participantes.
No entanto, o início real da festa, começa sempre na noite anterior em frente à mesma igreja, com o levantamento do mastro com a imagem do santo que será homenageado no dia seguinte. A felicidade, a fé, a religiosidade, o encontro de amigos, a comilança de pratos típicos em uma confraternização única, fazem destes três dias,uma ocasião imperdível em nossas vidas.
Pensando o folclore como uma ramo dinâmico da antropologia cultural e como identidade do povo, algumas inovações naturalmente acontecem. A tradicionalidade, tão defendida por alguns, segundo o nosso entendimento, não é violada com as alterações que não fazem perder em nada, o sentido e o valor real do acontecimento. O tradicional que entendemos não cheira a mofo e, o folclore como identidade do povo, precisa dinamicamente acompanhar e representar este mesmo povo. Com este pensar, a apresentação de bandas de músicas, a presença de escoteiros, fogos de artifícios e barraquinhas vieram para acrescentar na alegria, chegaram para enfeitar e colorir ainda mais estas festividades dos Montes Claros das Gerais .
VIVA O AZUL DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO!
VIVA O ROSA DE SÃO BENEDITO!
VIVA O VERMELHO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO!
VAMOS COLORIR MAIS AINDA A NOSSA CIDADE, GENTE !!!!!
1 – PAULA, Hermes de: Montes Claros, sua história, sua gente, seus costumes. Volume III, Montes Claros, 1979, pág. 138
2 – PAULA, Hermes de: Idem
O cenário do 99º Festival de Bayreuth, maratona anual de um mês de duração para os amantes do compositor alemão do século XIX - teria sido comum se não fosse a participação ativa de crianças de seis a 12 anos de idade.
A versão infantil de "Tannhauser" faz parte de uma tentativa, por iniciatuva dos coordenadores do festival deste ano que começou em julho e vai até 28 de agosto, para atrair um público mais amplo do que os entusiastas de Wagner que convergem para a cidade no sul da Alemanha a cada ano.
"O objetivo é de atrair o público de amanhã para ópera de Wagner", disse Reyna Bruns, que adaptou e dirigiu a versão infantil de "Tannhauser", como parte do projeto do festival "Wagner para crianças".
As óperas de Wagner são caracterizadas por complexas estruturas tonais e passagens épicas bombásticas, o que a faz inacessível para a grande maioria, principalmente por aqueles com idade inferior a 10 anos.
"Quando me falaram pela primeira vez para fazer Wagner possível para as crianças, pensei: 'Oh Deus!'", disse Bruns.
Começou substituindo os temas centrais de "Tannhauser" - que narra a história de um trovador do século XIV e suas lutas com a sensualidade, amor e erotismo - por um foco mais adequado para a faixa etária alvo: amizade e a busca da identidade adolescente.
Apesar de complexidade musical de Wagner, a produção Bruns ainda usa a partitura musical do compositor que, ao ser adaptada não foi modificada.
Todas as sete apresentações de "Tannhauser", se esgotaram em 30 minutos.
"Estamos todos realmente surpresos pela forma como foi recebido", disse ela. "As crianças de quatro a cinco anos de idade tiveram problemas em permanecer focalizadas até o fim, mas eu tinha a sensação de que as outras realmente captaram a mesnsagem em sua totalidade".
WAGNER CONTEMPORÂNEO
Também neste ano, a tecnologia se faz presente no Festival de Bayreuth para ampliar o apelo de Wagner.
Em 21 de agosto, uma versão cinematográfica de "crianças Tannhauser" e uma encenação de "A Valquíria" será exibida gratuitamente em uma tela ao ar livre. Será uma experiência de visualização em que os alemães geralmente associam mais ao futebol que em performances de ópera.
As inovações dão um toque contemporâneo a ópera que é caracterizada pela longa tradição da dinastia da família Wagner.
O festival, que foi concebido pelo próprio Wagner, remonta a 1876, mostrando clássicos como "Tristão e Isolda", "Parsifal" e as quatro óperas do ciclo monumental de Wagner "O Anel dos Nibelungos".
Nos últimos anos, o festival tem procurado modernizar a sua imagem. Jovens diretores inovam com interpretações contemporâneas da obra do grande compositor, movimento este que enfurece muitos os puristas Wagner.
As encenações modernas foram pioneiramente apresentadas pelo neto de Richard Wagner, Wolfgang Wagner, que assumiu o festival em 1951 com seu irmão Wieland e que se manteve como diretor por 57 anos.
Wolfgang, que morreu no início deste ano, introduziu pela primeira vez um sentido minimalista para as produções operísticas. Quando suas filhas Katharina Wagner e Eva Wagner-Pasquier assumiram a direção do festival em 2008, elas continuaram com interpretações modernas do trabalho de seu bisavô.
Foi Katharina Wagner, que inaugurou o projeto de Wagner para as crianças,com uma encenação de uma versão adaptada de "The Flying Dutchman" no festival do ano passado.
Katharina Wagner anunciou que o projeto "Wagner para crianças" continuará no próximo ano,porém sem especificar a ópera que será adaptada.
Reyna Bruns disse que apesar da reputação da música de Wagner ser de inacessível, suas óperas têm qualidades que atraem o público jovem.
"As crianças apreciam Wagner porque ele lida com as questões fundamentais da vida", disse ela. "Além disso, as crianças gostam de música que faz um estrondo real".
A vocês que nos deram a vida e nos ensinaram a vivê-la com dignidade, não bastaria um obrigado.
A vocês que iluminaram os caminhos obscuros com afeto e dedicação para que os trilhássemos sem medo e cheios de esperanças, não bastaria um muito obrigado.
A vocês que se doaram inteiros e renunciaram aos seus sonhos, para que, muitas vezes, pudéssemos realizar os nossos, pela longa espera e compreensão durante nossas longas viagens, não bastaria um muitíssimo obrigado.
A vocês pais por natureza, por opção e amor, não bastaria dizer que não temos palavras para agradecer tudo isso, mas é o que nos acontece agora, quando procuramos arduamente uma forma verbal de exprimir uma emoção ímpar.
Uma emoção que jamais seria traduzida por palavras.
Quando a primeira caravela portuguesa aportou no Brasil, os selvagens já dançavam e cantavam, todos a uma só voz, tocando alguns instrumentos.
No entanto, a influência ameríndia foi pequena, devido a dispersão das tribos, dos diferentes costumes entre eles, dos raros contatos amigáveis entre eles e os brancos .
Na música ameríndia, nota-se um cantar anasalado, rítmo calmo e melodia monótona som sons repetidos.
O PORTUGUES
Por ocasião da descoberta do Brasil, Portugal era considerado um dos países mais fortes do mundo. Sua música era uma das mais desenvolvidas da época e seus compositores e músicos, muito famosos.O povo portugues tinha desde então uma arte popular apreciável.
A música dos portugueses apresentava-se como um sistema perfeito e completamente organizado e os seus instrumentos possuíam maiores recursos técnicos. A influência portuguêsa foi ampla, pois é de se imaginar que o lusitano, saudoso da sua pátria, continuasse a representar os seus folguedos populares, suas danças, seus cantos típicos e a tocar seus instrumentos nas horas de lazer e dias de festas.
O AFRICANO
Em nenhum outro continente a música participa tanto da vida na comunidade como na África. O estilo africano chegou ao Brasil através dos escravos negros. A música africana é uma das mais variáveis e imprevisíveis do mundo. O cantor brinca com a voz, passando do grave ao falsete, intercalando grunhidos e gritos. Seus instrumentos musicais, em maior número de percussão, tornaram-se populares em várias regiões do Brasil.
O rítmo foi a grande contribuição dos africanos que, de forma selvagem e violenta, usavam os seus batuques. O exotismo da melodia que dá a impressão de selvagem e de oriental, é o resultado de um sistema musical primitivo.
Outros povos também influenciaram de maneira menos intensa na formação do nosso folclore, como é o caso dos espanhóis, com o modo de dançar e instrumentos; dos franceses, com as quadrilhas e os jogos infantís e dos norte-americanos, influência esta iniciada no fim do século XIX, através do fonógrafo, do rádio e do cinema.
György Sándor Ligeti(28 de maio de 1923 - 12 de junho de 2006), nascido na Romênia, foi um compositor húngaro judeu e que mais tarde tornou-se cidadão austríaco.
Ligeti recebeu suas primeiras instruções musicais no conservatório em Kolozsvár (Cluj, da Transilvânia, Romênia).Sua educação foi interrompida em 1943 quando, como um judeu, ele foi forçado a trabalhar para os nazistas. Seus pais, irmão e outros parentes foram deportados para o campo de concentração de Auschwitz
Considerado um dos maiores e notáveis compositores de música erudita do século XX, sua obra mais famosa é a ópera Le Grand Macabre. Também é conhecido por algumas músicas das trilhas sonoras de filmes como 2001: Uma Odisséia no Espaço e Eyes Wide Shut.
Vamos conhecer um pouco de suas obras ?
György Ligeti - Le Grand Macabre
Ligeti - L'escalier du Diable
Ching-Yun Hu plays Ligeti Etude No. 10, "Der Zauberlehrling