O Estacionamento da Prefeitura de Montes Claros(www.montesclaros.mg.gov.br) será palco, neste sábado, 1º de outubro, da V Feira Municipal de Literatura, uma realização da Secretaria Municipal de Educação com o objetivo de valorizar a escrita e a leitura e promover o contato de estudantes e da comunidade em geral com o mundo literário.
A montagem do evento, que acontecerá das 8 às 21 horas, começa na tarde desta sexta-feira (30), razão pela qual, a partir do meio dia, o estacionamento não poderá ser utilizado pelos motoristas. As escolas municipais instalarão tendas para apresentar ostrabalhos desenvolvidos a partir do tema “Viajando pelas Minas Gerais: redescobrindo e reinventando a literatura”.
Segundo a comissão organizadora, o evento é uma festa literária que vai além dos muros da escola, incentivando os estudantes do Sistema Municipal de Educação à produção literária própria. Um dos membros da comissão, o analista de conteúdos curriculares de Língua Portuguesa, Leonardo Rodrigues Vieira, destaca que se trata de uma ação de valorização da literatura e da nossa cultura. “Principalmente neste ano, que estamos trabalhando só com os escritores mineiros”, frisa.
PROGRAMAÇÃO – Na manhã de sábado, além da exposição dos trabalhos, haverá a abertura oficial da Feira, apresentações artísticas e a realização do minicurso "Intertextualidade", que será ministrado pela Dr.ª Aurora Cardoso de Quadros, professora da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES). A partir das 14 horas haverá outras apresentações artísticas, incluindo manifestações folclóricas e a palestra “A literatura mineira e suas características”, que será proferida pelo professor Dr. Fábio Figueiredo Camargo,também da UNIMONTES. A palestra e o minicurso serão realizados na Sala Geraldo Freire, anexa à Câmara Municipal (Avenida Dr. João Luiz de Almeida). Os participantes receberão certificados.
"Les uns et les autres", em português, "Retratos da Vida" sempre nos comove às lágrimas. Claude Lelouch, que sempre nos brindou com tesouros do cinema francês, como: "Um Homem, Uma Mulher","Viver por Viver", " Outro Homem, Outra Mulher", entre muitos outros, nos emociona com esta obra-prima, onde, além da direção, é responsável também pelo roteiro e pela produção.
Com muita honestidade e autenticidade, o filme trata de vários aspectos da vida humana: amor, arte, destino, solidariedade, felicidade, morte, liberdade...
O filme, desenvolvido em quatro países, Rússia, França, Alemanha e Estados Unidos, mostra o período americano das 'big bands', a ascensão de Hitler na Alemanha, a perseguição dos judeus na França e sua deportação para os campos de concentração de Treblinka, Auschwitz, entre outros, a batalha de Stalingrado, o desembarque na Normandia, a libertação de Paris, e o impacto desses importantes eventos nas gerações futuras.
Para Lelouch, é a arte, no filme representada pela música, o canto e a dança, a grande e universal linguagem da esperança. A festa da solidariedade, reunindo expoentes dessa arte vindos de três continentes, em benefício das crianças representadas pela UNICEF, é a maior prova desse seu pensamento. Os principais personagens, separados por motivos políticos, como a hostilidade entre Leste e Oeste, são, entretanto, unidos pelo amor às artes performáticas.
O elenco é de primeira linha, com vários atores interpretando mais de um papel: pai e filho, mãe e filha, avó e neta. As músicas, por outro lado, são fascinantes, não só as dos grandes mestres (Beethoven, Ravel, Brahms, Chopin, Liszt), como as de Pierre Barouh, Michel Légrand, Francis Lai e Jean Yanne.
- Aprendi com a primavera; a deixar-me cortar e voltar sempre inteira.
Cecília Meireles
- Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira.
Che Guevara
- As tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera.
Che Guevara
- Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!
Florbela Espanca
- O inverno cobre minha cabeça, mas uma eterna primavera vive em meu coração.
Victor Hugo
- Se não tivéssemos inverno, a primavera não seria tão agradável: se não experimentássemos algumas vezes o sabor da adversidade, a prosperidade não seria tão bem-vinda.
Anne Bradstreet
- O indivíduo que pensa contra a sociedade que dorme, eis a eterna história, e a primavera terá sempre o mesmo inverno a vencer.
Émile-Auguste Chartier
- Poderão arrancar todas as flores, mas não conseguirão acabar com a primavera
Tarsila do Amaral foi uma das mais importantes pintoras brasileiras do movimento modernista. Nasceu na cidade de Capivari (interior de São Paulo), em 1 de setembro de 1886.
Desde jovem, Tarsila demonstrou muito interesse pelas artes plásticas. Aos 16 anos, pintou seu primeiro quadro, intitulado Sagrado Coração de Jesus.
Em 1906, casou-se pela primeira vez com André Teixeira Pinto e com ele teve sua única filha, Dulce. Após se separar, começa a estudar escultura.
Somente aos 31 anos começou a aprender as técnicas de pintura com Pedro Alexandrino Borges (pintor, professor e decorador).
Em 1920, foi estudar na Academia Julian (escola particular de artes plásticas) na cidade de Paris. Em 1922, participou do Salão Oficial dos Artistas da França, utilizando em suas obras as técnicas do cubismo.
Retornou para o Brasil em 1922, formando o "Grupo dos Cinco", junto com Anita Malfatti, Mario de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia. Este grupo foi o mais importante da Semana de Arte Moderna de 1922.
Em 1923, retornou para a Europa e teve contatos com vários artistas e escritores ligados ao movimento modernista europeu. Entre as décadas de 1920 e 1930, pintou suas obras de maior importância e que fizeram grande sucesso no mundo das artes. Entre as obras desta fase, podemos citar as mais conhecidas: Abaporu (1928) e Operários (1933).
No final da década de 1920, Tarsila criou os movimentos Pau-Brasil e Antropofágico. Entre as propostas desta fase, Tarsila defendia que os artistas brasileiros deveriam conhecer bem a arte européia, porém deveriam criar uma estética brasileira, apenas inspirada nos movimentos europeus.
No ano de 1926, Tarsila casou-se com Oswald de Andrade, separando-se em 1930.
Entre os anos de 1936 e 1952, Tarsila trabalhou como colunista nos Diários Associados (grupo de mídia que envolvia jornais, rádios, revistas).
Tarsila do Amaral faleceu na cidade de São Paulo em 17 de janeiro de 1973. A grandiosidade e importância de seu conjunto artístico a tornou uma das grandes figuras artísticas brasileiras de todos os tempos.
Características de suas obras
- Uso de cores vivas
- Influência do cubismo (uso de formas geométricas)
- Abordagem de temas sociais, cotidianos e paisagens do Brasil
- Estética fora do padrão (influência do surrealismo na fase antropofágica)
Sem dúvida,a música de Astor Piazzolla é uma das maiores expressões artísticas que a Argentina já deu ao mundo. Incorporando ao tango um pouco
de jazz e um pouco de música clássica, Piazzolla obteve um resultado realmente maravilhoso e, ao mesmo tempo inovador, revolucionando conceitos e sofisticando o ritmo portenho.
- Quase morrer não muda nada, Morrer muda tudo. (House M.D.)
- Na ausência da luz, o que prevalece é a escuridão. (A Casa do Lago)
- Não é uma mentira, se você acreditar nela. (Seinfeld)
- Se você olhar bem, verá que o mundo todo é um jardim! (O Jardim Secreto)
- O amor é como o vento, você não vê, mas sente. (Um amor para recordar)
- Eu sei quem eu sou não preciso dessas coisas pra me lembrar. (Efeito Borboleta)
- Pessoas gostam de pessoas que gostam de si mesmas (Miss Simpatia 2)
- Se eu dissesse que fosse fácil, não teria graça (Fúria em duas rodas)
- Não deixem que lhe façam pensar que você não é capaz de fazer algo porque essa pessoa não consegue fazer. Se você deseja alguma coisa, se quer realmente, lute por isso e ponto final. (Procura da Felicidade).
- Meu nome é Bond, James Bond! (007)
- Eu sou o Rei do Mundo! (Titanic)
- Nós sempre teremos Paris. (Casablanca)
- Grandes poderes trazem grandes responsabilidades. (Homem-Aranha)
- A coisa mais importante que você irá aprender é amar e ser amado em troca. (Moulin Rouge - Amor em Vermelho)
- Ou você morre herói, ou vive o suficiente para se tornar o vilão. (Batman - O Cavaleiro das Trevas)
- Você me faz querer ser um homem melhor. (Melhor Impossível)
- Minha mãe sempre dizia: a vida é como uma caixa de bombons. Você nunca sabe o que vai encontrar.(Forrest Gump - O Contador de Histórias)
- Francamente, minha querida, não estou nem aí. (E O Vento Levou...)
- Um dia pode fazer sua vida. Um dia pode arruinar sua vida. A vida é feita de quatro ou cinco grandes dias que mudam tudo. (Os Garotos de Minha vida)
- Hasta la vista, Baby .(O Exterminador do Futuro 2)
-São as nossas escolhas que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades.(Harry Potter)
- Que ótimo dia para um exorcismo. (O Exorcista)
- O que não te mata te deixa mais… estranho! (Batman, O Cavaleiro das Trevas})
Clarice Lispector nasceu na Ucrânia e chegou ao Brasil quando tinha dois meses de idade. Foi, talvez, a maior escritora brasileira. Autora de linha introspectiva, buscou exprimir, através de sua obra, as agruras e as contradições do ser humano. Além de escritora, Clarice foi colunista do Jornal do Brasil, do Correio da Manhã e do Diário da Noite, durante as décadas de 60 e 70. Faleceu em 1977 aos 56 anos.
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"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro".
"Há um silêncio dentro de mim. E esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras."
"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada".
"Renda-se como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece, como eu mergulhei. Pergunte, sem querer a resposta, como estou perguntando. Não se preocupe em "entender". Viver ultrapassa todo o entendimento."
"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando"...
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."
"Eu sou à esquerda de quem entra. E estremece em mim o mundo. (...) Sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro.Sou um coração batendo no mundo."
"Aceitar-me plenamente? É uma violentação de minha vida. Cada mudança, cada projeto novo causa espanto: meu coração está espantado. É por isso que toda minha palavra tem um coração onde circula sangue" (Um sopro de vida)
"...Respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver."
..."Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma."
"A harmonia secreta da desarmonia. Quero não o que está feito mas o que tortuosamente ainda se faz."
"E se me achar esquisita, respeite também, até eu fui obrigada a me respeitar".
..."Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."
"...há impossibilidade de ser além do que se é -
no entanto eu me ultrapasso mesmo sem o delírio,
sou mais do que eu, quase normalmente -
tenho um corpo e tudo que eu fizer é continuação
de meu começo......
a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Quem sou?
Bem, isso já é demais...."
"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas as vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: Quer-se absorve a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."
"É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo." (Das Vantagens de Ser Bobo)
"Chegando em casa não comecei a ler.
Fingia que não o tinha,
só para depois ter o susto de o ter.
Não era mais uma menina com um livro:
era uma mulher com seu amante."
"...Se uma pessoa perguntar durante meia hora "eu", essa pessoa se esquece quem é. Outras podem enlouquecer. É mais seguro não fazer jamais perguntas - porque nunca se atinge o âmago de uma resposta. E porque a resposta traz em si outra pergunta."
"Que ninguém se engane: só se consegue a simplicidade através de muito trabalho."
"Não se pode falar de silêncio como se fala de neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: Sentiu o silêncio deta noite? Quem ouviu não diz."
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca".
"O que é um espelho?
é o único material inventado que é natural.
Quem olha um espelho, quem consegue vê-lo sem se ver,
quem entende que a sua profundidade consiste em ele ser vazio
......esse alguém percebeu o seu mistério de coisa."
"Sou uma filha da natureza:
quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo,
de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser.
E deixo que você seja. Isso lhe assusta?
Creio que sim. Mas vale a pena.
Mesmo que doa. Dói só no começo."
" Não sei separar os fatos de mim,
e daí a dificuldade de qualquer precisão,
quando penso no passado."
"Estava permanentemente ocupada em querer e não querer ser o que eu era, não me decidia por qual de mim, toda é que nao podia ser; ter nascido era cheio de erros a corrigir. Só tinha tempo de crescer. O que eu fazia para todos os lados, com uma falta de graça que mais parecia o resultado de um erro de cálculo. Na minha pressa eu crescia sem saber pra onde."
" Mas nem sempre é necessário tornar-se forte.
Temos que respeiar nossas fraquezas.
Então, são lágrimas suaves, de uma tristeza
legítima à qual temos direito.
Elas correm devagar e quando passam pelos
lábios sente-se aquele gosto pouco salgado,
produto de nossa DOR mais profunda.
"Amanheci em cólera. Não, não, o mundo não me agrada. A maioria das pessoas estão mortas e não sabem, ou estão vivas com charlatanismo. E o amor, em vez de dar, exige. E quem gosta de nós quer que sejamos alguma coisa de que eles precisam. Mentir dá remorso. E não mentir é um dom que o mundo não merece..."
"Inútil querer me classificar,eu simplesmente escapulo não deixando. Gênero não me pega mais."
"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível,
é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador."
"Tão secreta é a verdadeira vida, que nem a mim, que morro dela, me pode ser confiada a senha, morro sem saber de quê. E o segredo é tal que, somente se a missão
chegar a se cumprir é que, por um relance, percebo que nasci incumbida
- toda vida é uma missão secreta."
" Só se sente nos ouvidos
o próprio coração....
....Pois nós não fomos feitos
senão para o pequeno silêncio."
" Não posso perder um minuto do tempo
que faz minha vida.
Amar os outros é a única salvação
individual que conheço :
ninguém estará perdido se der amor e
às vezes receber amor em troca."
" Escuta:eu te deixo ser. Deixa-me ser,então."
"Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo".
" Tudo tem que ser bem de leve para
eu não me assustar e não assustar os
que amo.
Pedem-me pouco, pedem-me quase nada.
O terrível é que eu tenho muito para dar
e tenho que engolir esse muito e ainda
por cima dizer com delicadeza : obrigada
por receberem de mim um pouquinho de mim."
" Os espertos ganham dos outros , em compensação os bobos ganham a vida. "
"Fico com medo. Mas o coração bate.
O amor inexplicável faz o coração
bater mais depressa.
A garantia única é que eu nasci.
Tu és uma forma de ser eu,
e eu uma forma de te ser:
Eis os limites de minha possibilidade."
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Clarice Lispector - frases e pensamentos
Música: Debussy - Suite Bergamasque "Claire de Lune"
A menos que se aceite sem questionar a sentença sumária da inteligência musical – "epígono", "reacionário", "anacrônico" – não é fácil definir em uma palavra a personagem Hans Werner Henze.
Para começar, uma das habilidades mais admiráveis do compositor é a de combinar técnicas e elementos musicais os mais díspares, da melodia lírica ao complexo sonoro eletroacústico, do leitmotiv wagneriano ao serialismo estrito e os dispositivos aleatórios. Uma liberdade que, por outro lado, oferece flanco a críticas ainda mais ferinas: "oportunista", "inconseqüente", "eclético".
Seria Henze, portanto, um reacionário oportunista? Então, onde se encaixa o ativismo político, suas idôneas tentativas de usar a música contemporânea como instrumento de resistência, seus anos de "terror da burguesia" e o conseqüente preço que pagou em sua carreira?
É preciso mais do que uma palavra para definir essa personagem.
Vamos conferir ? O que acham ?
Hans Werner Henze: Kammerkonzert für Klavier, Flöte und Streicher (1946)
"A música é o remédio da alma triste." (Walter Haddon)
"A música é a revelação superior a toda sabedoria e filosofia." (Beethoven)
"Os músicos não se aposentam - param quando não há mais música em seu interior." (Louis Armstrong)
"Onde há música não pode haver maldade." (Miguel de Cervantes)
"A arquitetura é uma música petrificada." (Arthur Schopenhauer)
"Não sei uma nota de música. Nem preciso." (Elvis Presley)
"Depois do silêncio, aquilo que mais aproximadamente exprime o inexprimível é a música." (Aldous Huxley)
"O vaso dá uma forma ao vazio e a música ao silêncio." (Georges Braque)
"Digo que minha música vem da natureza, agora mais do que nunca. Amo as árvores, as pedras, os passarinhos. Acho medonho que a gente esteja contribuindo para destruir essas coisas." (Tom Jobim)
"É com a música que fazem as suas declarações de amor o rouxinol e o grilo, o cisne e a águia." (Paolo Mantegazza)
"Sempre levei minha música a sério." (Louis Armstrong)
"A música é o barulho que pensa." (Victor Hugo)"Aprender música lendo teoria musical é como fazer amor por correspondência." (Luciano Pavarotti)
"Quis escrever músicas que fizessem as pessoas sentirem-se bem. Música que ajuda e cura, porque eu acredito que a música é a voz de Deus." (Brian Wilson)
"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros." (Clarice Lispector)
"Entre as graças que devemos à bondade de Deus, uma das maiores é a música. A música é tal qual como a recebemos: numa alma pura, qualquer música suscita sentimentos de pureza." (Miguel de Unamuno)
"Alivia toda tua mágoa com o vinho e a música." (Horácio)
| Por Letícia Lins (leticia.lins@oglobo.com.br)
Agência O Globo.
RIO - OLINDA, PE - Há oito anos a festa se repete. Só que cada vez ela cresce mais. E coincide com o início do verão, cuja temporada oficial em Pernambuco é inaugurada a Sete de setembro. Somando as noites quentes, as ladeiras seculares,o simétrico casario, as igrejas barrocas da cidade e a sua eterna vocação para as manifestações de rua, tudo contribui para o clima mágico que toma conta do seu sítio histórico durante a realização da Mostra Internacional de Música de Olinda, a Mimo. O evento entra esse ano em sua oitava edição, e deve movimentar cerca de 100 mil pessoas, quase dez vezes mais do quem em 2004, quando o festival foi realizado pela primeira vez.
A Mimo já não se limita a Olinda: este ano as apresentações se espalham também por igrejas de João Pessoa e Recife, onde o teatro mais moderno da capital, situado no parque Dona Lindu, na Zona Sul, também será utilizado no festival. Durante uma semana, cerca de 450 músicos movimentam 26 apresentações, em 16 locais diferentes, a maior parte formada de templos católicos, que cedem seus espaços para orquestras,bandas, artistas nacionais e internacionais. Por uma semana,o repicar dos sinos cede lugar ao som de instrumentos como violoncelos, pianos, bandolins, trombones, bandarras, violões, violinos e flautas.
Tudo isso ocorre ora ao ar livre ora no interior dos templos barrocos, algus datados do século XVII, que ostentam altar, mesa, tribunas e tocheiros folheados a ouro, como é o caso do Mosteiro de São Bento, um dos mais importantes monumentos históricos de Olinda,cuja parte alta é hoje a única da região metropolitana livre do avanço de espigões e ainda preserva o verde dos quintais e dos coqueiros. E'nesse ambiente de velhos telhados, sob a prata da de lua cheia que ocorre a mostra, que movimenta ruas, ladeiras e superlota as igrejas de Olinda.
Professores ilustres nas oficinas
As apresentações têm início nesta quarta-feira e prosseguem até o próximo dia 11. De fato, porém a Mimo começou na última segunda-feira , com a Etapa Educativa, com oficinas de formação de orquestra, cursos de regência, workshops e projeto Mimo para iniciantes em escolas públicas. Uma experiência, e tanto, para quem quer ingressar no mundo da música, ainda mais com privilégio de contar com uma equipe de "professores" de raras oportunidades. Pelo menos para as bandas do Nordeste. Durante seis dias, passarão pelas oficinas, entre outros, nomes como o maestro Isaac Karabtchevsky, diretor artístico da Orquestra Petrobras Sinfônica e que acaba de assumir a Sinfônica de Heliópolis, em São Paulo.Também atuarão o percussionista Marcos Suzano e os compositores Arrigo Barnabé e Philip Glass.
Além de oficinas,shows e concertos, a Mimo promove um festival de cinema, todos com temas ligados à música. Os filmes são exibidos em telões espalhados por Olinda,entre os dias 6 e 11 de setembro. A seleção tem 15 títulos e alguns deles serão vistos em pátios de igrejas seculares,como a da Sé (a mais antiga da cidade) e do Seminário (que fica na parte mais alta de Olinda). Entre o filmes do festiva estão "Mar de Lia", de Hanna Godoy (que é sobre a lendária cirandeira da Ilha de Itamaracá, que fica a 45 quilômetros da capital) e "Filhos de Joáo, o Admirável Mundo Novo baiano", de Henrique Dantas (que conta a história do grupo Novos Baianos).
Toda a programação é gratuita. O maior problema é escolher o programa, porque a maior parte das apresentações ocorre em caráter simultâneo. O Mimo se encerra no dia 11, com a dupla Hamilton de Holanda e André Mehmari, que esse ano ganharam o Prêmio Música brasileira com o álbum instrumental "Gismontipascoal - A Música de Egberto e Gismonti".
Paris, 7 set (EFE).- Aos 87 anos, o cantor Charles Aznavour, ícone da música francesa, se apresenta nesta quarta-feira na mítica sala Olympia de Paris, onde estreou há 55 anos e não atuava há 30 anos.
Criador de "La bohème", "Hier Encore", "Emmenez-moi" e outros títulos famosos, Aznavour apresentará as canções de seu novo álbum, intitulado "Aznavour Toujours". O novo disco recorre a mesma temática que o consagrou ao longo dos anos, ou seja, o álbum retrata "a passagem do tempo, o amor, o vinho e as mulheres", segundo comentou o cantor à emissora "RTL".
Motivado com o lançamento do novo disco, Aznavour deve começar uma nova turnê pela França, que começará no dia 14 de outubro, na cidade de Estrasburgo, e terminará somente em Lille. Antes disso, o artista faz uma apresentação especial no 20º aniversário da independência da Armênia, seu país de origem, nesta quinta-feira.
Estes encontros com seu público não supõem uma despedida, segundo reiterou o artista à imprensa: "Disse adeus, por exemplo, nos Estados Unidos, porém, só falei em algumas cidades. Ainda ficaram faltando muitas", brincou.
Segundo o artista, em uma carreira há uma "primeira série de adeus, uma segunda série de adeus e uma terceira. O público gosta que eu diga adeus", afirmou. - EFE
A letra do Hino Nacional Brasileiro foi escrita por Joaquim Osório Duque Estrada (1870 – 1927) e a música, composta por Francisco Manuel da Silva (1795-1865). Tornou-se oficial no dia 1 de setembro de 1971, através da lei nº 5700.
OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDAS
DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE,
E O SOL DA LIBERDADE, EM RAIOS FÚLGIDOS,,
BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE.
SE O PENHOR DESSA IGUALDADE
CONSEGUIMOS CONQUISTAR COM BRAÇO FORTE,
EM TEU SEIO, Ó LIBERDADE,
DESAFIA O NOSSO PEITO A PRÓPRIA MORTE!
Ó PÁTRIA AMADA,
IDOLATRADA,
SALVE! SALVE!
BRASIL, UM SONHO INTENSO, UM RAIO VÍVIDO
DE AMOR E DE ESPERANÇA À TERRA DESCE,
SE EM TEU FORMOSO CÉU, RISONHO E LÍMPIDO,
A IMAGEM DO CRUZEIRO RESPLANDECE.
GIGANTE PELA PRÓPRIA NATUREZA,
ÉS BELO, ÉS FORTE, IMPÁVIDO COLOSSO,
E O TEU FUTURO ESPELHA ESSA GRANDEZA.
TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU,BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL!
DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO,
AO SOM DO MAR E À LUZ DO CÉU PROFUNDO,
FULGURAS, Ó BRASIL, FLORÃO DA AMÉRICA,
ILUMINADO AO SOL DO NOVO MUNDO!
DO QUE A TERRA MAIS GARRIDA,
TEUS RISONHOS, LINDOS CAMPOS TÊM MAIS FLORES;
"NOSSOS BOSQUES TEM MAIS VIDA,"
"NOSSA VIDA" NO TEU SEIO "MAIS AMORES".
Ó PÁTRIA AMADA,
IDOLATRADA,
SALVE! SALVE!.
BRASIL, DE AMOR ETERNO SEJA SÍMBOLO
O LÁBARO QUE OSTENTAS ESTRELADO,
E DIGA O VERDE-LOURO DESSA FLÂMULA
-PAZ NO FUTURO E GLÓRIA NO PASSADO.
MAS, SE ERGUES DA JUSTIÇA A CLAVA FORTE,
VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA,
NEM TEME, QUEM TE ADORA, A PRÓPRIA MORTE.
TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU, BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL!
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VOCABULÁRIO (GLOSSÁRIO))
Plácidas: calmas, tranqüilas
Ipiranga: Rio onde às margens D.PedroI proclamou a Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822
Brado: Grito
Retumbante: som que se espalha com barulho
Fúlgido: que brilha, cintilante
Penhor: garantia
Idolatrada: Cultuada, amada
Vívido: intenso
Formoso: lindo, belo
Límpido: puro, que não está poluído
Cruzeiro: Constelação (estrelas) do Cruzeiro do Sul
Toca da Leoa: Campanha contra a corrupção: Neste 7 de setembro, apoio as manifestações contra a corrupção que se organizam em todo o país: https://brasilmaisetico.wordpress.com/cale...
Confesso que a primeira vez que ouvi a “Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro”, do compositor americano Louis Moreau Gottschalk inspirada no Hino Nacional Brasileiro, fui às lágrimas. O sentimento de brasilidade aflorou em todo o meu ser.
A partir deste momento, me interessei em saber mais sobre esta obra que é grande sucesso no repertório não só de nossos pianistas, como nos de outros países. Gottschalk tinha muito prestígio junto ao Imperador Pedro II e, a euforia predominante na côrte com a vitória sobre as tropas paraguaias, inspiraram o compositor que, entusiasmado, compôs esta peça dedicada à Princesa Isabel.
De acordo com Roberto Muggiati. “..., em 1973, uma consulta de origem desconhecida à Comissão Nacional de Moral e Civismo, ameaçou por algum tempo de proibição a peça de Gottschalk. O processo rolou por alguns anos até que, graças principalmente ao parecer do musicólogo Alfredo Melo, que esclareceu devidamente a diferença entre “arranjo” e “variação”, e condenou “essa interdição como um “crime de lesa-cultura”, a “Grande fantasia Triunfal”, foi liberada. Finalmente, a 7 de setembro de 1981, junto ao Monumento do Ipiranga, ela foi executada em apoteose para 800 mil pessoas, no melhor estilo “gottschalkiano.”
GUIOMAR NOVAIS PLAYS : GOTTSCHALK - GRANDE FANTASIA TRIUNFAL SOBRE O HINO NACIONAL BRASILEIRO
No próximo dia 15 de setembro, vocês poderão assistir ao vivo, no Palácio das Artes, Belo Horizonte, um espetáculo imperdível . Paulinho Pedra Azul, verdadeiro baluarte da cultura mineira, com os seus brilhantes 30 anos de carreira. "Prova viva de que vale a pena cantar, compor e trabalhar com honestidade, eternizando suas mensagens de amor e alegria para gerações futuras.”
A noite promete surpresas muito agradáveis.
Não percam, os ingressos já estão quase esgotados !
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Paulinho Pedra Azul comemora os seus bem vividos 30 anos de carreira fonográfica independente, celebrando a assinatura do contrato com a Gravadora SOM LIVRE (Globo Comunicações), pela qual lança, em todo o Brasil, o CD “Paulinho Pedra Azul – 30 anos”. O disco, que conta com a participação especial do Padre Fábio de Melo, na música "Ave Cantadeira", já está sendo distribuído para as melhores lojas do país (Confira o spot no final da página).
Com criação, produção, direção artística e musical de Paulinho Pedra Azul, co-produção de Marcelo Jiran, o CD tem seleção de repertório e produção da Talentos Produções (www.talentosproducoes.com), arranjos de Juarez Moreira, Marcelo Jiran, Paulo Henrique, Célio Balona, Serginho Silva, Geraldinho Alvarenga, Clóvis Aguiar e Paulinho Pedra Azul.
No repertório, autorias de Paulinho Pedra Azul, como “Jardim da Fantasia”, “Cantar”, “Ave Cantadeira” (com a participação especial do Padre Fábio de Melo), “Valsa do Desencanto”, “Luz do Amor”, “Olha para Mim”, “Pequeno Samba para um Príncipe”, “O Passeio”, “Dois Sabiás”, “Chico, o Imortal”, “Não Chore” e “De Dois”.
Natural de Pedra Azul (Vale do Jequitinhonha/MG), Paulinho faz cerca 70 shows anuais, em todo Brasil e já se apresentou nos Estados Unidos, Europa e Cuba. Com o novo disco, o artista soma 22 discos gravados (20 são independentes), 15 livros de poesias publicados (10 são independentes) e um diário escrito em Havana (Cuba), publicado em (2002). Já contabilizou, em vendas, mais de 100 mil exemplares de livros e, mais de 500 mil cópias de discos. Pintou e desenhou mais de 800 trabalhos, teve textos adaptados e criou trilhas para teatro, além de atuar em curta-metragens.
Começou a carreira no final da década de 60 no conjunto “The Giants”, cantando Beatles e Jovem Guarda, em bailes matinês e festas. Morou 10 anos em São Paulo, onde gravou seus três primeiros discos. Mudou-se para Belo Horizonte em 1986.
Em 1990 criou seu próprio selo “CLAVE DE LUA”. Numa pesquisa feita pela AMAR (Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes), Paulinho Pedra Azul figura como o segundo cantor mais conhecido de Minas Gerais.
Como escreveu o crítico musical José Carlos Buzelin: “Paulinho Pedra Azul vai além do convencional. Estribado numa elogiável maneira de se conduzir, é carismático. Demonstra bíblica humildade, tal qual a “espiga cheia” de Salomão. Jamais perde a naturalidade e o humor de homem venturoso. Diante da fama, da ovação e da conquista, é afável. Dócil e carinhoso (...). Num país onde certas músicas pecam pela falta de essência e originalidade, Paulinho Pedra Azul é fiel à qualidade e ao bom gosto. Ele é a prova viva de que vale a pena cantar, compor e trabalhar com honestidade, eternizando suas mensagens de amor e alegria para gerações futuras.”