Amigos da Arte e Cultura

quinta-feira, 26 de abril de 2012

NOVO DOCUMENTÁRIO DOS EUA FALA SOBRE A VIDA DE BOB MARLEY



LOS ANGELES, 26 Abr (Reuters) - O diretor Kevin MacDonald tem desfrutado de uma carreira notável, produzindo tanto documentários (como "One Day in September" e "Touching the Void") como filmes de ficção ("O Último Rei da Escócia"). No seu mais recente filme de não-ficção, o diretor de 44 anos se voltou ao astro do reggae jamaicano Bob Marley em "Marley", atualmente em exibição em um número limitado de cinemas nos EUA, mas que tem planos de se expandir pelo país nas próximas semanas. Nascido em 1945 na cidade de Nine Mile, no interior da Jamaica, Marley passou seus anos de formação nos guetos de Kingston, onde se voltou para a música. Suas raízes no ska dos primórdios evoluíram para o reggae quando Marley se tornou um rastafári. Com hits como "No Woman, No Cry", ele acabou se tornando um astro internacional. Marley morreu em 1981 em decorrência de um melanoma. A música de Marley e sua mensagem de paz aparecem no novo documentário de MacDonald, e a Reuters falou recentemente com o diretor laureado pelo Oscar sobre o homem por trás da imagem, sua violenta luta cotra a morte e seus anos finais.

P: Quais são os maiores erros de julgamento com relação a Bob Marley que você percebeu ao preparar o filme?
R: A concepção errada sobre ele começa com a ideia de que ele era apenas um cara caribenho preguiçoso e maconheiro que não queria fazer muita coisa. Na verdade, como você vê no filme, ele é compulsivo, ambicioso, trabalhador e disciplinado. Acho que isso será uma surpresa para muitas pessoas.

P: A Jamaica conquistou sua independência no mesmo ano em que ele teve seu primeiro sucesso. De que forma você acha que ele foi moldado por sua época?
R: A independência jamaicana, em 1962, coincide com a formação do The Wailers (a banda de Bob Marley) e eles correm em paralelo, o The Wailers e a história da Jamaica, eles são porta-vozes. Obviamente, a música de Bob nos anos 1970 está intrincada com a situação política e com a posição da Jamaica como um tipo de Estado de representação na Guerra Fria.

P: Há um breve trecho sobre a tentativa de se assassinar Marley, que há tempos se pensa que tinha motivação política, dois dias antes do concerto Smile Jamaica em 1976. Quem você acha que esteve por trás da tentativa?
R: Se você ouvir duas pessoas quaisquer na Jamaica, elas lhe darão duas teorias da conspiração diferentes sobre quem atirou em Bob Marley. Havia um arquivo da CIA sobre Marley, mas havia um arquivo da CIA para todo mundo. Tenho certeza de que a CIA esteve envolvida ao trazer armas para o país, por exemplo. Mas não acredito que haja qualquer evidência sugerindo que o Bob em si fosse alvo da CIA.

(Por Jordan Riefe)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

EU ADORO VOAR !


Clarice Lispector


Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.


Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.


Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.


Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.


Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.


Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.


Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!


Eu adoro voar ... Clarice Lispector

sexta-feira, 6 de abril de 2012

NICOLE KIDMAN NEGOCIA PAPEL DE GRAYCE KELLY




 
A atriz australiana Nicole Kidman está negociando para interpretar o papel de Grace Kelly, a lenda do cinema que casou com o príncipe de Mônaco, em um filme do diretor francês Olivier Dahan, informou a revista Variety.

De acordo com a revista, Kidman, 44 anos, está em negociações para interpretar Kelly em "Grace of Monaco", que será produzido por  e terá roteiro de Arash Amel.

A Variety afirma ainda que praticamente todas as estrelas de Hollywood desejam o papel, mas que nenhum acordo foi assinado.

O roteiro de Amel não é biográfico e centra a ação no período de dezembro de 1961 a novembro de 1962.

Na época, Grace Kelly, vencedora do Oscar e mãe de duas crianças, já era princesa há seis anos e foi convocada para ajudar Mônaco em uma crise com a França sobre o status da pequena monarquia como paraíso fiscal.

Nicole Kidman venceu o Oscar de melhor atriz por seu papel como a escritora Virginia Woolf em "As Horas" (2002).

Fonte: http://br.yahoo.com/



VAMOS CONHECER UM POUQUINHO MAIS  SOBRE A NICOLE  KIDMAN ?

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